sábado, 14 de fevereiro de 2015

A histeria dos grupos abortistas contra uma campanha espontânea mostra o horror do contraditório.


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Uma corrente virtual que tomou conta das redes sociais nessa semana foi o desafio "AbortoNão". Funciona da seguinte forma: uma mulher posta uma foto grávida ou com sua criança e marca uma amiga, imitando a amiga a se posicionar contra o aborto mostrando uma foto demonstrando o orgulho que tem de sua prole e sobretudo, da defesa da vida desde a concepção. Inesperadamente, a campanha contou com a adesão de milhares de usuárias, e mesmo algumas que não haviam sido convidadas a participar d corrente postaram fotos com a hashtag indicando sua posição contrária ao aborto. Pega de surpresa, a militância pró-aborto reagiu com injustificada truculência as manifestações espontâneas nas redes sociais.

O jornalista da Carta Capital Matheus Picchonelli  escreveu que a campanha antiaborto é algo entre “o desserviço e a hipocrisia”. Militantes feministas disseram que “que quem não quer fazer aborto, que não faça”, ou ainda que “esse debate não diz respeito aos que são contrários ao aborto”. Será mesmo? 

A campanha antiaborto não é nenhum desserviço, é antes de tudo uma expressão da democracia e do livre-arbítrio. A campanha #AbortoNão, em especifico, é a prova de que ao contrário do que as esquerdas e seus movimentos sociais dão a entender, o aborto não é uma demanda da população, mas sim a ambição de controle social que esses grupos pretendem exercer sobre o nascituro. A campanha que viralizou a ponto de merecer um ataque rasteiro da revista Carta Capital chegou aos trending topics sem que fosse necessário o patrocínio de ONGs de esquerda como a Fundação Ford, Rockefeller ou Open Society, ou mesmo com recursos oriundos de corporações progressistas como Globo ou Itaú. Foi uma manifestação livre e desinteressada por parte de pessoas que infelizmente para esses grupos, agem apenas por convicção.

Essa reação desproporcional pode ser entendida antes de tudo, pelo fato de que são os grupos ligados a esquerda que historicamente mobilizam pessoas a promoverem pontos de sua agenda politica e social. Os grupos ligados a direita como conservadores e liberais não saem por aí promovendo grandes manifestações, e no que se refere ao ambiente virtual, não há o costume de aquecer o debate em torno de algum assunto para pressionar o governo. E nisso as esquerdas são mestras. Levam a discussão ao ápice e aquecem seus quóruns nas redes sociais para darem a impressão de que representam a opinião publica, ou de que falam pelo povo. Nada mais falso: falam por uma ideologia organizada, e querem submeter o resto da população a ela. 

O tom rasteiro e desonesto com que estão tratando essas manifestações virtuais dão a exata medida de suas reais intenções. Dizem que lutam por liberdade, mas não suportam sequer a existência do contraditório. Dizem que buscam promover o debate quando na verdade querem empurrar suas soluções magicas e desumanas para o mundo de maneira unilateral.   

Quem defende o aborto sempre apela ao “direito de decisão da mãe”, que como é notório, não leva em conta o direito que a criança tem a vida, ou mesmo o direito que um pai tem de criar um filho. “Essa discussão só diz respeito á mulher”, alegam, mesmo sabendo que a vida que ela carrega não lhe pertence. Mostram números inflacionados de vitimas de aborto, esquecendo que ninguém é obrigado a praticar tal ato, ainda mais em um século de avanço tecnológico que permite a mulher evitar a gravidez por meio de remédios anticoncepcionais ou de métodos cirúrgicos, além da camisinha. Alegam que a criminalização não impede a pratica. Ora, a criminalização do homicídio não impede que pessoas tirem a vida de outras pessoas, mas garante que a punição legal seja executada a quem transgredir esse código essencial para a manutenção de uma sociedade civilizada. Curiosamente as mesmas pessoas que se dizem favoráveis à interrupção da gravidez, se dizem também defensores dos animais, dos direitos humanos, do bem comum. Se manifestam contra a aplicação de pena de mortes a assassinos e estupradores, mas defendem que se tire a vida de inocentes. Nelson Rodrigues já dizia: Amar a Humanidade é fácil; difícil é amar o próximo.   

Fora isso, há que se levar em conta que as esquerdas tupiniquins perderam o monopólio das ruas e das demonstrações de massa, por isso reagem com a selvageria e desonestidade que lhes é peculiar. Basta que um cidadão se diga contrário ao aborto para enfurecer a sanha, basta que uma simples mulher muitas vezes sem qualquer posicionamento politico ou religioso poste uma foto grávida para que feministas e abortistas comecem a ranger os dentes. Parafraseando o discurso da própria esquerda se faz a pergunta: Para que tanto ódio? Não se ouvia tanto lamento quando as feministas começaram a postar imagens em que exibiam orgulhosas, os pelos crescidos e coloridos em suas pernas e axilas. Também não se ouviu da esquerda qualquer manifestação contraria aos defensores do aborto, como a jovem pedagoga Gabriela Moura viralizou sua foto gravida com legenda favorável ao aborto.  Afinal de contas, ela tinha um lado digno de se fazer ouvir, segundo a logica torpe das esquerdas. 


A verdade aqui é que esse senso binário do exercício da democracia não é uma idiossincrasia inocente, mas sim a mais pura expressão do totalitarismo das esquerdas. Parte da culpa disso vem da própria direita brasileira que nunca se articulou a altura. O correto é impedir que os defensores do aborto tenham voz? É certo que não. Mas os defensores da vida poderiam no mínimo, ter exposto a opinião publica algumas das intenções pouco altruístas por trás da descriminalização do aborto, como o descarte de crianças deficientes e o egoísmo de quem quer praticar sexo de maneira livre sem arcar com a responsabilidade de ter filhos. Para eles tudo é permitido, até tirar uma vida se isso for conveniente. Esse comportamento não deve ser encarado apenas como uma divergência de opiniões, mas sim como a defesa de um crime. Infelizmente para os defensores do assassinato de crianças, o instinto afetivo presente na maioria dos homens e mulheres de bem ainda segue intacto, o que garante com que a maioria da sociedade rejeita o aborto.

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